Nunca pensei que um destino pudesse ter tantas formas de azul. Já viajei para muitos lugares, mas as ilhas Seychelles têm uma luz diferente, uma calma diferente, uma maneira particular de nos receber. Talvez seja pelas rochas de granito, pela vegetação que desce até ao mar ou pelo ritmo lento que nos envolve sem pedirmos. O que sei é que, desde o primeiro momento, senti que estava num lugar onde o tempo se veste de outra forma.
A viagem começou na ilha principal, Mahé - porta de entrada de quase todos os voos internacionais. É prática, necessária, mas não foi ali que senti verdadeiramente as Seychelles. Isso aconteceu quando apanhei o barco para Praslin e deixei a cidade desaparecer atrás de mim.
Praslin: Coco de Mer, florestas e praias de sonho
Praslin recebeu-me com um silêncio bom, daquele que acalma. Há algo na forma como a ilha se abre diante de nós - mais verde, mais espaçosa, mais suave. Aqui encontramos conforto, resorts com charme, praias quase cinematográficas e um contacto profundo com a natureza.
Visitar o Vallée de Mai foi um dos momentos que mais me marcou. Caminhar no meio de palmeiras gigantes, ouvir o som da floresta húmida e ver o enigmático Coco de Mer no seu habitat natural é quase como entrar num mundo anterior ao nosso. Tudo é imenso, vivo, intocado. Há destinos que surpreendem e outros que nos deixam pequenos. Este foi um deles.
E depois… Anse Lazio. Já tinha visto fotografias, li que era considerada uma das praias mais bonitas do mundo, mas nada nos prepara para estar ali. O mar tem um azul que parece iluminado por dentro, a areia é branca e fina, e as rochas de granito espalham-se pela costa como esculturas naturais. Foi um daqueles lugares onde perdi a noção das horas. Só fiquei. Só senti.
La Digue: pequena em tamanho, gigante em alma
A viagem entre Praslin e La Digue dura apenas meia hora, mas parece um salto para outro mundo. La Digue é pequena, muito pequena, e talvez por isso tenha uma alma tão grande. Aqui quase não há carros - apenas alguns veículos de serviço e táxis - o trânsito faz-se de bicicleta e de sorrisos, e o ritmo é tão tranquilo que o corpo acaba por se ajustar sem esforço.
Há uma energia leve em La Digue, quase boémia, com cafés pequenos, mercados descontraídos e uma noite que não é agitada, mas tem vida. Percebe-se porque é que foi refúgio hippie durante tantos anos - tudo convida a abrandar.
A praia de Anse Source d’Argent é o cartão-postal mais famoso, e com razão. As rochas de granito parecem ter sido colocadas ali à mão. A água é calma, rasa, transparente. Em agosto, há mais movimento. Em maio, parece quase um segredo. Que lugar extraordinário para simplesmente existir.
E pedalar por toda a ilha, de praia em praia, sem pressa, foi uma das experiências mais bonitas desta viagem. Há qualquer coisa de libertador em viver dias assim - simples, puros, verdadeiros.
Duas ilhas que se completam na perfeição
As Seychelles têm uma identidade própria: praias de granito, mar irreal, natureza generosa. E se Mahé é a porta de entrada, Praslin e La Digue são o coração da viagem. Diferentes entre si, complementam-se de forma perfeita - conforto e silêncio numa, leveza e liberdade noutra.
Recomendam-se sete dias: três em cada ilha e um dedicado às viagens entre elas. Tempo suficiente para sentirem o destino a sério - sem pressas, sem corridas, com espaço para viver as experiências como devem ser vividas.
E posso dizer-vos: foi uma das viagens mais inesquecíveis da minha vida.
Uma viagem desenhada com cuidado
Uma viagem assim precisa de ser pensada. Os barcos entre ilhas, os horários das marés, as épocas certas para cada praia, os melhores resorts, o equilíbrio perfeito entre descanso e descoberta - tudo faz diferença.
Eu não me preocupei com nada disso. Viajei com a agência de viagens Know To Go, que conhece o destino como poucos e tratou de tudo ao detalhe. Tudo pensado, tudo organizado, tudo a meu ritmo.
Se procuram uma viagem que combina natureza, beleza e uma sensação de paz profunda, falem com eles.



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