Há paisagens que nos impressionam. E depois há aquelas que nos transformam.
O Glaciar Perito Moreno, no coração do Parque Nacional Los Glaciares, na Patagónia argentina, é das segundas.
Sabíamos que íamos ver gelo, mas não estávamos preparados para o que sentimos ali.
Porque o Perito Moreno não é só gelo. É som, é movimento, é vida. Um colosso branco-azulado que estala e ruge diante dos nossos olhos. Um gigante que respira.
A primeira visão: um mar de gelo que se ergue
A estrada até ao parque já nos deixava em silêncio: florestas de lengas, picos nevados e o Lago Argentino a acompanhar-nos com aquele azul quase irreal. Mas nada - mesmo nada - se compara ao momento em que se vê o Perito Moreno pela primeira vez.
É difícil explicar. São cinquenta metros de altura de gelo vivo, com uma frente de cinco quilómetros que parece uma muralha saída de outro planeta. E, no entanto, ali está, imóvel e em constante mudança ao mesmo tempo.
Caminhar sobre o gelo
Ver o glaciar é incrível. Caminhar sobre ele, então, é outra dimensão.
Fizemos o mini trekking - uma caminhada guiada com crampons - e, durante duas horas, percorremos uma paisagem surreal: fendas azuis, túneis de gelo e poças de água cristalina. Tudo ali parecia moldado pelo tempo, pelo frio e pelo silêncio.
Uma viagem com peso (e leveza)
Ver o Perito Moreno não é só visitar um glaciar. É testemunhar a força e a delicadeza da natureza ao mesmo tempo. É sentir-se pequeno, sim, mas estranhamente em paz.
Na agência de viagens Know To Go, gostamos de criar este tipo de experiências: feitas à medida, com espaço para parar, respirar e absorver. Mais do que ver, o Perito Moreno é para sentir. E esse sentimento, difícil de pôr em palavras, fica.