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Croácia

Croácia: um cruzeiro em small ship é a melhor forma de a conhecer

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Sempre imaginei a Croácia como um postal de verão: mar azul intenso, cidades de pedra clara e ilhas espalhadas pelo Adriático. Mas só quando a percorri a bordo de um small ship percebi que esta não é apenas uma viagem de barco - é uma forma completamente diferente de viver o destino.

E não, não tem nada a ver com os cruzeiros clássicos em grandes navios.

Um hotel itinerante pelo Adriático

O embarque foi na Marina Baotić, em Trogir. Assim que subi a bordo, percebi a primeira grande diferença: o barco tinha apenas 20 cabines, num total de 40 passageiros. Nada de multidões, nada de filas. O ambiente era intimista, descontraído, quase familiar.

Ao longo da semana, o barco navegava durante o dia, e esse detalhe faz toda a diferença. Há um prazer especial em sentir o Adriático a deslizar à nossa volta, em parar para mergulhos em enseadas de água transparente, em almoçar a bordo com vista para ilhas que parecem intocadas.

Ao final do dia, ancorávamos sempre em portos históricos ou pequenas povoações. Chegávamos numa altura em que as multidões já tinham partido, e o barco tornava-se um verdadeiro hotel itinerante, permitindo-nos explorar cada lugar ao final da tarde, com mais calma, menos calor e longe das grandes multidões.

O regime incluía pequeno-almoço e, na maioria dos dias, almoço a bordo, embora tenha havido uma exceção em que visitámos uma pequena vila ao meio-dia e almoçámos num restaurante local. A diversidade das refeições foi um dos pontos altos da viagem — desde pratos preparados a bordo a irresistíveis churrascos da tripulação. Os jantares foram quase sempre em restaurantes cuidadosamente escolhidos e recomendados, proporcionando-nos liberdade, mas sempre com uma organização discreta que tornava tudo mais fácil. Um equilíbrio difícil de encontrar noutras formas de viajar.

Ilhas que revelam a alma da Croácia

O percurso levou-nos por alguns dos lugares mais icónicos do país.

Em Bol, na ilha de Brač, mergulhei nas águas cristalinas junto à famosa Zlatni Rat, cuja língua de areia muda subtilmente com o vento e as correntes.

Vis surpreendeu-me com a sua autenticidade e tranquilidade, uma ilha menos explorada, onde a Croácia se mostra mais genuína.

A visita à Blue Cave, em Biševo, foi um dos momentos mais mágicos: a luz refletida na água cria um azul quase irreal, difícil de explicar — só mesmo vivendo. Como a visita depende das condições do mar e da luz natural, a tripulação acompanha tudo de perto para escolher o momento ideal.

Em Hvar, encontrei uma mistura vibrante de elegância e descontração. Visitei o castelo e o centro histórico, subi à fortaleza ao final do dia e fiquei a ver o sol desaparecer sobre as ilhas Pakleni. Depois jantei relaxadamente num restaurante tradicional excelente. 

Korčula, uma pequena cidade medieval de ruas estreitas, construída numa península da ilha com o mesmo nome, onde fiz um passeio de buggy por estradas rurais. Ao final do dia, jantei num restaurante na vila de Žmovo, numa zona rural no interior da ilha.

Em Mljet, uma ilha muito tranquila dominada pelo Parque Nacional com o mesmo nome — que reúne lagos, floresta e vários trilhos — fizemos um passeio de bicicleta à volta do Veliko Jezero, um lago de água salgada. Atravessámos depois de bote até à pequena ilha de Santa Maria, onde se encontra um mosteiro beneditino construído no século XII. Ainda houve tempo para um mergulho no lago e, ao final do dia, jantámos num restaurante de peixe na minúscula povoação de Pomena, onde o barco estava atracado.

Antes da chegada a Dubrovnik, ainda parámos em Slano, uma pequena localidade tranquila, perfeita para absorver os últimos dias de navegação.

E depois, claro, Dubrovnik. Chegar a esta cidade é inesquecível. As muralhas surgem imponentes, quase como um cenário de filme, e entrar na cidade pelo Pile Gate, percorrendo a rua pedonal Stradun, tem algo de verdadeiramente cinematográfico. Participámos num walking tour e aproveitámos para percorrer a muralha e explorar as ruas da cidadela, terminando o dia com um jantar numa das praças do centro.

Uma viagem que se adapta a cada viajante

Outra surpresa foi perceber que existem small ships para vários perfis e orçamentos. Desde barcos mais simples, com ambiente jovem e animado, a opções mais requintadas, tranquilas e com experiências incluídas.

O conceito é o mesmo: proximidade, flexibilidade, autenticidade, mas cada viajante pode escolher o estilo que mais combina consigo. É esta variedade que torna o small ship uma solução tão versátil, seja para quem viaja em casal, em família ou em grupo de amigos. 

A melhor forma de conhecer a Croácia

Para mim, ficou claro: conhecer a Croácia pelo mar é compreendê-la verdadeiramente. As ilhas fazem parte da sua identidade. O Adriático não é apenas cenário - é ligação, é caminho, é experiência.

Esta viagem exigiu escolhas acertadas: o itinerário certo, o tipo de barco e a época ideal, fatores que influenciam muito a experiência final e que nem sempre são óbvios para quem visita o país pela primeira vez. 

Viajei com a agência de viagens Know to Go, que tratou de cada detalhe com cuidado e conhecimento do destino. Isso permitiu-me simplesmente desfrutar da aventura, das paisagens e das experiências.

Se procuram uma forma diferente, autêntica e memorável de conhecer a Croácia, um cruzeiro em small ship pode ser mesmo a escolha ideal. E quando a viagem é planeada por quem conhece verdadeiramente o destino, como a Know to Go, tudo flui naturalmente - a experiência começa muito antes de subir a bordo.